A Secretaria Municipal de Saúde de Catanduva realizou, em 9 de outubro de 2026, mais uma reunião estratégica da Sala de Situação das Arboviroses. O encontro teve como eixo central a análise e o desdobramento do Plano Municipal de Preparação e Resposta em Saúde para o Fenômeno El Niño, iniciativa voltada a mitigar os riscos de uma nova epidemia de dengue e outras doenças transmitidas pelo vetor Aedes aegypti no município.

A mobilização decorre do histórico epidemiológico da cidade. Em ciclos anteriores, notadamente nos anos de 2015 e 2024, fatores climáticos associados ao aquecimento e ao regime intensivo de chuvas propiciaram a proliferação acelerada do vetor, resultando em epidemias de grande proporção com milhares de registros de infectados e óbitos decorrentes da doença. A perspectiva de repetição de cenários climáticos semelhantes exige a antecipação de barreiras sanitárias.

Durante a reunião técnica, gestores e equipes discutiram a integração de ações de monitoramento de indicadores, a capacitação e a preparação da rede de assistência médica para eventuais picos de atendimento, além da otimização do trabalho executado pela Equipe Municipal de Combate ao Aedes aegypti (EMCAa). As visitas domiciliares e a fiscalização de áreas sensíveis continuam sendo executadas de forma ininterrupta pelo poder público.

Contudo, as autoridades sanitárias enfatizam que o combate efetivo ao mosquito depende fundamentalmente da participação ativa da comunidade. Como a maior parte dos criadouros do Aedes aegypti localiza-se no interior das residências e em quintais particulares — a exemplo de vasos de plantas, ralos, calhas e reservatórios de água —, a responsabilidade é compartilhada. A rotina de inspeção semanal de dez minutos é apontada como ferramenta indispensável para impedir o desenvolvimento das larvas.

A recomendação da pasta é para que os moradores vistoriem minuciosamente seus imóveis, descartando materiais inservíveis que possam reter água e mantendo caixas-d'água devidamente vedadas. A antecipação das medidas preventivas é tratada pela Secretaria de Saúde como a estratégia mais segura para proteger a coletividade e evitar os impactos severos de uma nova crise epidemiológica no município.