As variações nos padrões climáticos associadas ao fenômeno El Niño acenderam o alerta para o risco de aumento nos casos de dengue em Catanduva e em diversas outras cidades localizadas no interior do Estado de São Paulo. O evento climático costuma provocar alterações significativas nas temperaturas e no regime de chuvas, criando um ambiente propício para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, principal vetor de transmissão da doença.
De acordo com as orientações técnicas divulgadas, o calor intenso funciona como um acelerador do ciclo de desenvolvimento do inseto, reduzindo o tempo necessário para que o mosquito atinja a fase adulta. Em paralelo, a ocorrência de tempestades e pancadas frequentes de chuva eleva as chances de acúmulo de água em recipientes mantidos em quintais, calçadas e áreas externas desprotegidas.
Para conter o avanço dos criadouros, a Prefeitura de Catanduva mantém ações contínuas por meio da Secretaria Municipal de Saúde e da Equipe Municipal de Combate ao Aedes aegypti (EMCAA), que realizam rotinas operacionais de monitoramento, orientação aos moradores e eliminação física de focos larvários.
A gestão municipal destaca que a participação ativa da comunidade é indispensável para conter o vetor. A recomendação prática é para que os moradores realizem vistorias periódicas em suas residências, eliminando qualquer objeto ou recipiente que possa acumular água parada, especialmente após períodos de precipitação.
A prevenção contra a dengue é uma atividade que deve ser mantida ao longo de todos os meses do ano, independentemente da estação, combinando o trabalho de fiscalização dos agentes públicos com os cuidados diários adotados por cada morador em suas propriedades.