A Polícia Civil e a Polícia Militar apreenderam um arsenal, munições, espadas, facões e uma medalha com insígnia de suástica na residência do médico Luciano Lopes Pastor, de 52 anos, morto durante uma intervenção policial ocorrida na tarde de domingo, 18 de outubro de 2026, no Centro de Catanduva. Entre os objetos localizados em um cofre aberto na moradia havia também um artefato com aparência de granada, o que exigiu o isolamento preventivo da área e o acionamento de uma equipe antibombas da corporação para vistorias técnicas.
De acordo com as informações constantes no boletim de ocorrência, a verificação realizada por um especialista em armas da Polícia Militar constatou que o objeto suspeito não possuía carga explosiva. As buscas no imóvel resultaram na localização de dois cofres: um deles estava aberto, contendo armas diversas e o falso explosivo, enquanto o segundo permaneceu fechado e foi devidamente lacrado pelas autoridades policiais. Informações preliminares apontavam que o médico possuiria condição de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), mas a documentação comprobatória da regularidade do armamento não estava disponível no local no momento das diligências.
A ocorrência que resultou na morte do médico teve início por volta das 16h15 em um imóvel localizado na rua Belo Horizonte. Segundo os relatos colhidos pela Polícia Civil, após um churrasco familiar em que teria consumido bebida alcoólica, o médico passou a apresentar comportamento agressivo, proferindo ameaças contra os familiares presentes, incluindo seus dois filhos, de 10 e 14 anos. A esposa conseguiu sair da residência e acionou a Polícia Militar, relatando aos agentes que o marido havia afirmado que cometeria uma atitude extrema caso a polícia fosse chamada.
Conforme o registro policial, guarnições da Polícia Militar e equipes de apoio da Força Tática tentaram realizar negociações com o médico, que permanecia no interior da residência junto com os filhos. Durante as tratativas, o homem teria se abrigado atrás de um pilar e apontado uma arma na direção dos policiais, momento em que houve disparos. Quatro dos cinco integrantes da equipe efetuaram tiros. Após a entrada dos policiais, o médico foi encontrado caído, com solicitação imediata de socorro médico. Os filhos foram localizados ilesos em um quarto no pavimento superior. A perícia preliminar identificou uma marca de disparo e cápsula deflagrada que indicam que ao menos um tiro teria partido de dentro da casa em direção aos agentes, cuja dinâmica exata permanece em apuração pericial.
A investigação criminal conduzida pela Polícia Civil analisará imagens de câmeras de segurança da residência, laudos periciais e depoimentos para esclarecer todos os fatos. Preliminarmente, a autoridade policial apontou elementos indicativos de legítima defesa por parte dos agentes e de terceiros, ressalvando que a conclusão definitiva do caso dependerá da conclusão exaustiva da análise probatória. A esposa do médico passou por observação médica em unidade hospitalar e, após receber alta, reencontrou os filhos, que ficaram sob os cuidados de familiares.
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