As alterações nos padrões de temperatura e de chuva provocadas pelo fenômeno climático El Niño podem favorecer a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. O Ministério da Saúde alerta que os efeitos previstos para o período de 2026/2027 criam condições favoráveis à circulação do vetor, acelerando o ciclo de vida e a reprodução do inseto devido às temperaturas elevadas e ao acúmulo de água parada.
Diante desse cenário regional, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da EMCAa (Equipe Municipal de Combate ao Aedes aegypti), mantém o combate ao mosquito de forma permanente em Catanduva. O trabalho engloba ações de monitoramento, orientação à população, visitas domiciliares e eliminação de possíveis criadouros em quintais, recipientes, calhas e locais abertos.
Como parte dessa rotina, o LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti) segue em andamento nos bairros do município. Equipes vistoriaram recentemente a Vila Soto, Monte Líbano, Jardim Paraíso, Alto da Boa Vista, Jardim Oriental, Acapulco, Jardim Monte Carlo, Jardim Salles, Pacha e Euclides.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a participação dos moradores é fundamental para o sucesso das ações preventivas. A orientação é para que a população receba os agentes públicos, que atuam devidamente uniformizados e identificados, e realize vistorias frequentes em casa e no quintal.
Para o serviço prático, os moradores devem eliminar qualquer recipiente que possa acumular água, limpar as calhas e manter devidamente vedados caixas-d’água, tambores e outros reservatórios. A recomendação reforçada pelas autoridades de saúde é clara: o clima pode mudar, mas a prevenção precisa continuar.